O Avenged Sevenfold vai fechar o Palco Mundo no Rock in Rio de 2026, no dia 5 de setembro. Segunda edição seguida como headliner. Pra uma banda que estreou no festival só em 2008, a velocidade com que a A7X virou presença garantida na Cidade do Rock é de deixar muita veterana com inveja.
Em 2024, o grupo californiano fechou uma noite que tinha Iron Maiden e Guns N’ Roses no mesmo cartaz, e mesmo assim segurou a onda. O público foi menor que o de Travis Scott e Imagine Dragons naquele fim de semana, mas quem ficou na frente do palco cantou cada refrão como se dependesse disso. O pico foi em “Nightmare”, que arranhou a estratosfera em volume e intensidade.
Em 2026, a dinâmica muda um pouco. A noite divide o espaço com Bring Me the Horizon, Machine Gun Kelly e Sepultura, ou seja, bandas que vieram depois deles na linha do tempo. A A7X está no topo do cartaz de um dia claramente montado pra galera do rock mais pesado. Virou referência num festival que, convenhamos, não é exatamente o habitat natural do metal.
Vou falar uma coisa: ter voltado como headliner em edição seguida sem ser Guns, sem ser Iron Maiden e sem ter décadas de estrada no Brasil diz alguma coisa sobre o que aconteceu naquela noite de 2024.
O festival claramente gostou do que viu. E a banda californiana que chegou como a menos veterana entre os grandes nomes saiu de lá com contrato moral renovado.
Setembro vai dizer se a fidelidade do fã-clube aguenta a segunda rodada ou se a Cidade do Rock já normalizou o Avenged a ponto de encher o palco de vez.






