“Esse é o maior palco que eu já vi na vida.” Amy Love falou isso horas antes de subir ao Palco Mundo do Rock in Rio nesta sexta-feira 4 de julho. Era a primeira vez do Nova Twins no Brasil, primeira vez no festival, e elas estavam abrindo um dia que ainda teria Foo Fighters no encerramento.
A dupla britânica é composta por Amy Love, que toca guitarra e canta, e Georgia South, que segura o baixo. Mais ninguém no palco. O som que saiu dali misturou metal, grime e hip-hop nos cinquenta minutos da apresentação, baseada no álbum “Parasites & Butterflies”, de 2025, terceiro da carreira das duas.
Antes de pisar no Rio, já tinham rodado o mundo abrindo shows de Muse, Foo Fighters e Bring Me The Horizon. Então a responsa de abrir o Palco Mundo não era exatamente território desconhecido, mas o tamanho do lugar claramente impressionou antes de entrar.
A plateia ainda era tímida quando elas começaram. Sol com trégua, grade ocupada principalmente por fãs do Foo Fighters que chegaram cedo pra garantir posição. Esses mesmos fãs que vieram por outra razão acabaram batendo palma, puxando o celular pra filmar e, em alguns momentos, dançando.
Ninguém comentou muito, mas fãs de headliner sendo convertidos na abertura é literalmente a definição de missão cumprida.
O show foi barulhento, impactante e com trechos experimentais que provavelmente confundiram quem esperava rock convencional. A mistura de metal com grime e hip-hop não é o caminho mais óbvio pra ganhar plateia de Foo Fighters, mas funcionou o suficiente pra virar registro de celular.
Duas mulheres, dois instrumentos, cinquenta minutos. O Palco Mundo já viu headliner com menos energia do que isso.






