Zara Larsson pisou no Rock in Rio 2026 como headliner do Palco Sunset. Há dois anos, ela estava no mesmo festival como segunda atração do Palco Mundo. A diferença não é de palco, é de trajetória.
A sueca é conhecida no circuito pop desde 2015, quando “Lush Life” virou hit. Mas durante anos ela ficou naquele limbo ingrato: boa voz, boa presença, um ou dois hits, e uma base de fãs que repetia que ela merecia mais do que recebia. Os números não mentiam, só não cresciam.
Em 2025, “Midnight Sun” mudou o jogo. O álbum funcionou como nenhum anterior, e “Stateside”, parceria com Pinkpantheress, chegou ao número 1 do Spotify global. Lotou shows. Gerou interesse de imprensa. Zara Larsson saiu do “quase lá” de vez.
Em entrevista ao g1 concedida em setembro de 2025, ela colocou em palavras o que a virada significou: “Pela primeira vez em muito tempo, as pessoas estão interessadas em mim como artista, como pessoa.” Vindo de alguém que passou uma década sendo chamada de injustiçada pelos próprios fãs, isso pesa de um jeito diferente.
E ela não está satisfeita só com o que chegou. Deixou claro que ainda tem meta: “Ainda quero um número 1”, disse. Literalmente falando de chart position, sem metáfora nenhuma. A mulher quer topo de parada e está verbalizando isso sem cerimônia.
O Rock in Rio 2026 funcionou como a foto oficial dessa virada. Dois anos atrás ela esquentou o público antes de outra atração. Desta vez, ela era o nome que prendia as pessoas no Palco Sunset. Quem acompanhava desde “Lush Life” assistiu ao arco completo acontecendo ao vivo.
A pergunta que fica é o que vem depois de um álbum que finalmente entregou o que os fãs prometiam que ela tinha. Pressão boa de ter.






