Karol G não está só passando o Brasil na lista de paradas da turnê. A colombiana deixou claro, em coletiva de imprensa durante a “Viajando Por El Mundo Tropitour”, que o país é um objetivo de carreira, não um detalhe de setlist.
Em show no MetLife Stadium, em Nova York, no dia 17 de setembro, ela encheu o set de Brasil: versão de “Tá Ok”, referências ao Carnaval e vários blocos de funk espalhados ao longo das mais de duas horas de apresentação. As noites, com 53 mil ingressos esgotados cada uma, deram ideia da escala do que ela está construindo.
Na coletiva, ela explicou o raciocínio sem rodeio: “Eu queria garantir que tivesse um pedacinho da América Latina em cada música, e o Brasil tem uma magia incrível para mim. O funk me fascina, a música sertaneja me encanta demais, ouço muito. Consigo encontrar minhas formas de ir me aproximando cada vez um pouquinho mais, e o Brasil não fica de fora.”
Ninguém comentou, mas isso é o oposto de uma artista que bota bandeira do Brasil no palco e vai embora. Ela está ouvindo sertanejo no ônibus de turnê e estudando funk como quem estuda mercado. E, olha, o método está funcionando: a cantora está no topo do Spotify global com “Bby Wow”, acumula sete indicações ao Grammy Latino e lançou parcerias com Drake e Bruno Mars tudo isso em 2026.
A turnê chega ao Brasil em fevereiro, e ela já avisou que a aproximação é um processo, não um atalho. “Tem sido um processo”, foi a palavra usada. Processo, planejamento, paciência, colombiana que não brinca em serviço.
Enquanto muita gente ainda está tentando entender o funk lá fora, Karol G já escolheu um lado e entrou na fila com senha.






