A briga pelo espólio de Chadwick Boseman virou processo, acusação de manipulação e, agora, questionamento sobre a própria causa da morte do ator. Documentos obtidos pelo TMZ mostram que os irmãos de Chadwick, Derrick e Kevin Boseman, pediram à Justiça que a viúva Taylor Simone Ledward seja afastada da administração dos bens e substituída pelo advogado Jason Rubin. A tensão começou poucas semanas depois da morte do ator, em agosto de 2020.
Mas o detalhe que escalou tudo foi outro: a família também teria questionado a presença de opioide no organismo de Chadwick após sua morte, um dado que aparece nos documentos e que Simone contesta como parte de uma estratégia para minar sua credibilidade.
A viúva respondeu aos processos classificando a iniciativa dos irmãos como uma “manobra de relações públicas” para prejudicar sua imagem publicamente. Ela afirma ter cumprido todas as obrigações desde que assumiu o espólio e cita repasses feitos aos pais do ator, Carolyn e Leroy Boseman, ao longo dos últimos anos.
Simone ainda afirma ter destinado cerca de US$ 300 mil, aproximadamente R$ 1,6 milhão, do próprio bolso para os filhos de Derrick, sobrinhos de Chadwick. A justificativa dela é que o marido queria que a família fosse amparada. Ninguém comentou muito sobre o tamanho desse número vindo do bolso dela, mas é o tipo de detalhe que muda a leitura da briga inteira.
Ela também se opõe formalmente à indicação de Jason Rubin para substituí-la, caso seja afastada. Ou seja: não aceita sair e não aceita quem colocaram no lugar.
O que complica a narrativa dos irmãos é que questionar a autópsia de alguém que morreu de câncer colorretal em estágio quatro, depois de anos de tratamento, é uma escolha que pede explicação. A família que diz querer proteger o legado de Chadwick está, na prática, abrindo disputa pública sobre as circunstâncias da morte dele.
Luto e herança são uma combinação historicamente ruim. Aqui, parece que o inventário virou campo de batalha antes do corpo esfriar.






