Ana Elisa Santos Silva tem 21 anos, é a deputada federal eleita mais jovem de Minas Gerais pelo PT, e na noite de quinta-feira, 08 de outubro, saiu do X depois de relatar que recebia ameaças de morte e de estupro a cada dois minutos.
A equipe dela desativou o perfil na plataforma. Num vídeo publicado no Instagram, Ana Elisa explicou a decisão com todas as letras: “Nós estávamos recebendo ameaça de morte a cada dois minutos. Ameaça de morte e ameaça de estupro.” Ela acrescentou que acredita que ninguém deveria sofrer esse tipo de ataque por estar politicamente engajado.
Vou falar uma coisa: a frequência que ela citou não é figura de linguagem. A cada dois minutos. Isso dá mais de 700 mensagens num dia útil comum.
No mesmo vídeo, a deputada eleita apontou pelo menos três políticos da oposição como responsáveis por disseminar conteúdos falsos sobre ela: Nikolas Ferreira (PL), Gleidson Azevedo (Republicanos) e Eduardo Azevedo (Republicanos). A acusação foi direta, com nome e partido.
O episódio reacendeu o debate sobre segurança digital de parlamentares jovens e mulheres no exercício político. Mas o que fica no curto prazo é mais simples e mais pesado: uma deputada eleita precisou abandonar uma plataforma inteira pra não receber mais ameaça de estupro de dois em dois minutos.
O X continua funcionando normalmente. O perfil dela, não.






