Ana Elisa Santos Silva, eleita deputada federal mais jovem de Minas Gerais pelo PT, divulgou um e-mail que recebeu com ameaças explícitas de morte, violência sexual e linguagem racista. Ela tem 21 anos e prestou queixa à Polícia Civil, que já investiga o caso.
O e-mail, datado de 5 de setembro, foi enviado por alguém que se identificou como “integrante de um grupo supremacista branco”. O autor incluiu dados pessoais de Ana Elisa no texto, deixando claro que sabia como localizá-la, e estendeu as ameaças à família dela.
O conteúdo da mensagem é explícito. Em um trecho, o autor escreve: “Você deveria saber por agora que nós não apenas não toleramos mulheres pretas que acham que podem representar ‘o povo’ vestindo aqueles ternos ridículos e falando em tom alto sobre justiça social. Nós as desprezamos. E especificamente, nós desprezamos você.”
Em seguida, a mensagem passa para ameaças diretas de morte e de violência sexual contra a deputada. A equipe de Ana Elisa confirmou que medidas judiciais já foram tomadas.
Vou falar uma coisa: o cara achou que enviar o próprio e-mail, com autodeclaração de grupo extremista e dados rastreáveis, pra uma deputada que ia direto pra Polícia Civil era uma boa ideia.
Ana Elisa também denunciou que sofreu ataques racistas durante a campanha eleitoral, e a divulgação do e-mail veio com fotos das mensagens, tornando o caso público e documentado. A investigação da Polícia Civil está em andamento.
Aos 21 anos, com mandato em Brasília e processo na mesa, ela entregou o dossiê completo. O remetente entregou o próprio endereço.






