Ivete marca 20º Rock in Rio com show “caliente” e reinvenção latina

Ivete marca 20º Rock in Rio com show "caliente" e reinvenção latina

Ivete Sangalo subiu ao Palco Mundo no domingo 13 pela 20ª vez no Rock in Rio e, em vez de fazer o show da veterana consagrada, decidiu aparecer de vestido longo rendado, todo cravejado de pedras vermelhas, em cima de uma plataforma rodeada de folhagens. Depois que os dançarinos baixaram a cenografia, ela tirou a cauda e ficou no vestidinho curto. Claro.

O espetáculo se chamava “A La Sangalo” e foi apresentado como um resgate à latinidade dela. No palco, Ivete explicou a proposta com a precisão geográfica que só ela consegue: “Porque ela é latina, é maluca, ela é da Bahia, ela é do Brasil, ela é da onde ela quiser ser.” Literalmente qualquer lugar do mapa, a Veveta contempla.

A abertura foi com “Dançando”, com ela mandando o público colocar a mão na cabeça e depois na cintura embaixo de chuva. A plateia obedeceu como podia, de capa de chuva, tentando rebolar com dignidade. A cenografia apostou em escadarias vermelhas, projeções de flores e uma onça no telão, porque latinidade sem onça não fecha o conceito.

Antes de começar, ela ainda encontrou tempo pra filosofar sobre a própria trajetória: “Tenho mais de 32 anos de carreira e não me acostumo”, disse no palco. Vinte shows no mesmo festival e a sensação é de estreia. Vai entender.

Ninguém comentou, mas tem algo curiosamente cômico em se reinventar no mesmo palco pela vigésima vez e funcionar. A maioria das pessoas não consegue se reinventar nem na academia. Ivete faz isso com escadaria vermelha e onça no telão, debaixo de chuva, com o público molhado na palma da mão.

Trinta e dois anos de carreira e ela ainda aparece como se tivesse uma conta aberta com o festival para saldar. O show acabou. A cauda ficou no palco. Veveta foi embora inteira.