A Equilibrium tour começou na noite de sábado, 1º de agosto, na arena Fly 51, em Porto Alegre, com Anitta no palco por 42 músicas distribuídas em quatro atos e um bloco extra de hits. O roteiro inclui os dois volumes do álbum “Equilibrium”, lançados entre abril e julho, mas não para aí.
Entre os destaques do setlist estão covers de Gilberto Gil, Natiruts e o ijexá “É d’Oxum”, composto por Gerônimo Santana, que Anitta já havia cantado em 2020 numa live ecumênica. A música entrou em catálogo da MPB pela trilha da minissérie “Tenda dos milagres”, em 1985, e virou referência obrigatória do cancioneiro afro-baiano. Em 2026, ela aparece numa turnê pop nacional. Vai dizer que não foi um movimento calculado.
A direção criativa ficou com Nídia Aranha, e a estrutura do show reflete o tom espiritual que Anitta vem construindo desde “Equilibrium”: os atos costura as faixas dos dois álbuns antes de chegar ao bloco final com os sucessos mais conhecidos da carreira. A ideia de intercalar covers de clássicos brasileiros funciona como respiro no meio de uma apresentação longa e, ao mesmo tempo, ancora o show num território mais amplo que o pop convencional.
A turnê tem apenas seis datas em agosto: além de Porto Alegre, passa por São Paulo, Fortaleza, Niterói e Salvador. Agenda enxuta pra um show com 42 músicas.
Ninguém comentou muito, mas inserir “É d’Oxum” num roteiro de turnê mainstream é o tipo de escolha que ou passa despercebida ou vira o momento mais lembrado da noite. Nos relatos de quem estava lá, foi a segunda opção.
Anitta cantando ijexá em Porto Alegre enquanto encerra um ciclo de dois álbuns é um detalhe que o algoritmo não sabe direito como categorizar. A turnê, por enquanto, também.






