Como uma zoeira de boteco em Curitiba virou hit nacional

Como uma zoeira de boteco em Curitiba virou hit nacional

Tudo começa com um cara dormindo numa sinuca em Curitiba. Essa é a origem real de “Acorda, Pedrinho”, o hit que em 2022 fez Anitta, Jade Picon, Gkay, Fiuk e Fátima Bernardes gravarem dançando para o TikTok.

O Pedrinho da música era cliente assíduo do Bar do Dionísio, na capital paranaense. Ele jogava sinuca e, entre as partidas, tirava um cochilo. A piada interna rolava desde 2013, quando uma foto dele dormindo numa comemoração de aniversário começou a circular. A banda Jovem Dionísio, que leva o nome do próprio bar, transformou essa zoeira de boteco em canção.

O detalhe que chama atenção: a banda não estava planejando produzir nada para consumo rápido de rede social. O refrão nasceu de bobeira, inspirado numa rotina de bar que eles conheciam bem. Ninguém no grupo estava pensando em algoritmo.

Aí 2022 chegou. A música tomou o TikTok e o Instagram com uma velocidade que o próprio Pedrinho provavelmente não esperava nem acordado. O refrão chiclete gerou uma das maiores ondas de dança do ano, e de repente anônimos estavam no mesmo barco que Anitta. Literalmente a mesma coreografia.

É o tipo de história que a internet adora contar, mas que raramente acontece de verdade: um inside joke de balcão de bar que escala até o feed de uma popstar. Nenhum briefing, nenhum estudo de tendência. Só um homem dormindo no momento errado.

A série “20 hits em 20 anos”, disponível no GloboPop, o aplicativo de vídeos curtos da Globo, está resgatando a origem de músicas que definiram décadas. O episódio sobre “Acorda, Pedrinho” é provavelmente o mais honesto de todos: o hit mais improvável de 2022 começou com alguém que nem estava acordado pra ver.