Erika Hilton processa SBT e quer três minutos no Ratinho

Erika Hilton processa SBT e quer três minutos no Ratinho

Erika Hilton entrou com processo contra o SBT depois de acusar Ratinho de transfobia e pediu à Justiça um direito de resposta de três minutos dentro do próprio programa do apresentador. Segundo o jornalista que apurou o caso, a ação já foi protocolada.

O imbróglio tem origem em falas de Ratinho que a deputada federal classificou como transfóbicas. A resposta dela não veio pelo Twitter nem por nota de assessoria: veio com petição, advogado e prazo.

Pera aí: três minutos no ar, no programa do cara que te ofendeu, ao vivo ou gravado, com a câmera apontada pra você. Esse é o pedido. Quem conhece a dinâmica do SBT sabe que o canal não costuma abrir espaço assim com facilidade, o que transforma esse processo numa disputa bem mais interessante do que parece no papel.

O direito de resposta é um instrumento legal previsto na legislação brasileira e garante ao ofendido espaço proporcional para se manifestar no mesmo veículo onde a ofensa foi feita. Erika usou exatamente esse caminho. A escolha diz bastante sobre a estratégia: em vez de inflamar nas redes, ela foi ao cartório.

O SBT e Ratinho ainda não se manifestaram publicamente sobre a ação, pelo menos até o fechamento desta apuração. A emissora teria um prazo para se posicionar assim que a notificação for efetivada.

O que chama atenção aqui é o recorte específico do pedido. Não é indenização, não é retratação pública nas redes, não é nota no site. É microfone aberto, no horário nobre da televisão aberta, no programa de quem ela está processando. Três minutos no Ratinho podem custar muito mais do que qualquer multa.