Evan Rachel Wood queria estar em “Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor”. Leu o livro, viu espaço para a personagem, sinalizou interesse. A produção escalou Joey King e seguiu em frente.
Na première da série “The Shards” na segunda-feira (27), Wood foi questionada sobre a ausência na sequência do clássico de 1998 e não desviou do assunto. “Triste”, ela resumiu, antes de explicar melhor: “Eu li o livro e parece que eles não estão seguindo a história. Acho que, no livro, faria sentido me trazerem de volta. Mas, da forma como eles estão refazendo a história e conduzindo, faz sentido que não.”
A tradução livre: ela ficou sabendo pela lógica narrativa que não teria lugar, não por uma ligação.
Wood interpretou Kylie Owens no primeiro filme, filha da personagem de Sandra Bullock. A sequência mantém Bullock e Nicole Kidman como as irmãs Owens, mas reescreveu a geração mais jovem. Joey King entra no papel que seria de Wood, numa reformulação que a própria produção ainda não explicou publicamente com muitos detalhes.
O que chama atenção aqui não é o drama, porque Wood não entrou em colapso nenhum. Ela foi educada, racional, quase clínica na análise. Disse que entende a decisão criativa, que não está com raiva, que é “triste” no sentido mais neutro da palavra. Ninguém comentou, mas essa é exatamente a resposta que Hollywood treina as pessoas a dar.
Vou falar uma coisa: existe uma arte específica em dizer “faz sentido que não me chamaram” num tom que deixa a outra parte levemente desconfortável, e Evan Rachel Wood domina.
O filme reúne de volta duas das maiores estrelas dos anos 1990 num projeto com apelo nostálgico alto. A pressão para acertar o casting da geração nova é real, e Joey King tem um perfil comercial mais atual. A lógica de produção é compreensível. Não significa que a atriz original precisasse gostar.
Hollywood troca, o comunicado sai depois.






