Sandra Bullock e Nicole Kidman voltam como Sally e Gillian Owens em “Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor”, a sequência do cult de 1998 que estreia no Brasil em 10 de setembro. Mas já adianta: a ideia não é ficar.
Em entrevista à Vanity Fair, as duas confirmaram que o plano conjunto é “passar o bastão” para a próxima geração de bruxas. Uma terceira parte só acontece se o segundo filme bombar nas bilheterias. Condição colocada com a tranquilidade de quem sabe que o torcedor vai torcer, mas não vai abrir mão do controle assim tão fácil.
As herdeiras do coven são Joey King e Maisie Williams, escaladas para viver as versões adultas de Kylie e Antonia, as filhas de Sally. No original de 1998, as meninas foram interpretadas por Evan Rachel Wood e Alexandra Artrip, então o nível de pressão simbólica sobre King e Williams é considerável.
As duas admitiram sentir o peso da responsabilidade. Bullock tratou de resolver isso na primeira reunião com uma abordagem que é, tecnicamente, clássica: entrou na sala dizendo “Olá, aqui é a sua mãe.” Ninguém comentou que isso alivia muito a tensão de assumir um papel cult, mas aparentemente funciona.
Vou falar uma coisa: tem algo muito hollywoodiano em passar o legado de personagens icônicas com elegância numa entrevista de revista, enquanto o segundo filme ainda nem estreou. Sandra e Nicole fizeram questão de deixar claro que a saída não é abandono, é projeto. A diferença é sutil, mas o comunicado à imprensa fica mais bonito assim.
O fato é que, se “Feitiço de Amor” performar bem, Joey King e Maisie Williams viram as novas bruxas titulares de uma franquia com fã-base fiel há quase três décadas. Se não performar, o bastão fica parado no corredor mesmo.
Sandra Bullock saindo de cena com uma frase de mãe no primeiro dia de set é o tipo de detalhe que vai aparecer em making-of por anos.






