Glinda brasileira detona evento de Wicked em SP: “Nunca vivi um desrespeito tão grande”

Glinda brasileira detona evento de Wicked em SP: "Nunca vivi um desrespeito tão grande"

Fabi Bang foi ao Sem Censura e contou o que aconteceu nos bastidores do evento de lançamento de Wicked em São Paulo. A atriz e dubladora, que empresta a voz a Glinda no Brasil desde 2016, disse que se sentiu desrespeitada durante a première e que nunca tinha vivido algo assim na carreira.

O constrangimento foi específico: ela foi impedida de ter qualquer contato com o elenco internacional do filme, que incluía Ariana Grande e Cynthia Erivo. Fabi estava no evento, no papel que é dela há quase uma década, e mesmo assim as barreiras de produção não cederam. Literalmente barrada no baile da própria Glinda.

O episódio tem aquele sabor amargo de quem construiu algo por anos e, no momento de celebração, descobre que a festa não era bem pra ela. Fabi foi a responsável por dar voz e personalidade à personagem para gerações de fãs brasileiros de Wicked no palco, e o filme chegou com um evento cheio de glamour em SP que não teve espaço nem pra um cumprimento.

O que ela falou no programa foi direto: “Nunca vivi um desrespeito tão grande.” Sem rodeio, sem diplomacia. Quem esperava a versão contida e profissional de uma dubladora veterana falando sobre a indústria ficou com a versão real.

Nos comentários das redes, a reação foi na linha de “como assim não deixaram ela entrar” e muita gente resgatando a trajetória dela com a personagem pra contextualizar o tamanho do episódio. Fabi Bang não é uma fã pedindo autógrafo na fila. É a Glinda em português.

A situação levanta uma questão que a indústria do entretenimento raramente responde bem: quem cuida da franquia localmente vira invisível quando o produto original aparece? A lógica de evento grande com protocolo rígido acabou apagando exatamente a pessoa que mais faz sentido estar ali.

Deu pra entender a dimensão quando ela disse que nunca tinha vivido isso antes. Não foi uma reclamação sobre fila ou credencial. Foi sobre reconhecimento básico, o tipo de coisa que, quando falta, fica.

Ser Glinda no Brasil por quase dez anos e ser invisível no lançamento do filme da Glinda é o tipo de roteiro que ninguém escreveria de propósito.