A casa de leilões Millon confirmou à AFP que 285 objetos pessoais de Brigitte Bardot serão vendidos em 21 de setembro, em Paris. Chapéus de palha, óculos, camisolas, uma máquina de escrever e a pulseira de ouro que ela usou no casamento com Jacques Charrier. É o guarda-roupa e o cotidiano de uma das mulheres mais fotografadas do século passado disponíveis para quem tiver cartão na mão.
Os itens vieram das duas casas que Bardot tinha em Saint-Tropez e do apartamento parisiense. A maioria vai a lance inicial abaixo de 100 euros. O cartaz original do filme “E Deus Criou a Mulher”, guardado em La Madrague, uma de suas casas em Saint-Tropez, está avaliado entre 100 e 200 euros. A pulseira do casamento pode chegar a 1.200 euros.
Ghyslaine Calmels, diretora-geral da Fundação Bardot, escreve no catálogo que os objetos em leilão são “aqueles de que ela gostava especialmente, porque representam sua segunda vida”. O dinheiro arrecadado vai para a Fundação Brigitte Bardot e para Nicolas-Jacques Charrier, filho único da atriz, que morreu em dezembro aos 91 anos em decorrência de um câncer.
Vou falar uma coisa: a quantidade de chapéus de palha catalogados diz mais sobre o estilo de Bardot do que qualquer ensaio fotográfico. A mulher levava Saint-Tropez a sério.
O leilão funciona como uma espécie de inventário do que sobrou da persona mais além do mito. Camisolas que marcaram época, óculos que viraram referência de moda, objetos domésticos que ninguém esperava que fossem interessantes até o momento em que o nome Bardot aparece na etiqueta.
A pulseira do casamento num leilão aberto ao público é o tipo de detalhe que para o scroll de qualquer um.






