Um homem usando a máscara do Ghostface, vilão da franquia “Pânico”, circulou pelo estande da Editora Fruto Proibido durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, flertou com leitoras, deu um tapa no rosto de uma delas, sentou uma jovem no colo e, em determinado momento, levantou a máscara e trocou beijos com ela. A ação aconteceu entre 4 e 6 de setembro de 2026, no Expo Center Norte, em São Paulo, e os vídeos não demoraram nada pra chegar no Twitter.
A Fruto Proibido é uma editora especializada em dark romance, gênero que trabalha com anti-heróis, obsessão, violência e temas tabu. Faz sentido, então, que a ação de marketing tenha ido exatamente nessa direção. O problema é que o que parece divertido dentro do contexto do gênero literário ficou um pouco diferente quando saiu das páginas e foi pra um corredor da feira.
Os vídeos viralizaram com velocidade. Uma usuária do Twitter resumiu bem o clima: “por isso que na bienal eu passei direto pela fruto proibido.” Outras reações foram na linha de quem achou graça, quem achou pesado e quem ficou em algum lugar no meio, sem saber muito bem o que estava assistindo.
A organização da Bienal notificou a editora após a repercussão. A Fruto Proibido também se manifestou publicamente, mas a identidade da jovem que aparece nos vídeos não foi revelada.
Tem algo genuinamente estranho em ver o Ghostface dar tapa em visitante de feira literária enquanto tem gente na fila ao lado tentando comprar Dostoiévski com 40% de desconto.
A ação jogou a Fruto Proibido no centro das atenções, que é provavelmente o objetivo de qualquer estande em evento do tamanho da Bienal. A questão é que a linha entre “marketing ousado que combina com o gênero” e “cena que precisou de notificação oficial” acabou sendo atravessada ao vivo, com câmera ligada e tudo gravado.
A identidade do homem mascarado segue sem confirmação. A máscara, essa, todo mundo já reconheceu.






