A atriz Joana Cabral contou que foi internada depois de tentar um jejum de 60 horas. Dois dias e meio sem comer, o corpo disse não, e ela resumiu o episódio com a frase “só desliguei”.
Joana já tinha feito jejuns mais curtos antes, o que, na cabeça dela, aparentemente era preparação suficiente pra pular direto pros 60 horas. A lógica do “já fiz 24, posso fazer 60” é o tipo de raciocínio que faz muito sentido às 23h assistindo video motivacional e nenhum sentido na triagem do hospital.
Ela atualizou o estado de saúde depois da internação e disse que está bem. Mas o detalhe que ficou foi a descrição do momento em que o corpo simplesmente parou de cooperar. Ninguém comentou, mas “só desliguei” é uma das formas mais honestas que alguém já usou pra descrever o próprio colapso.
Jejum intermitente virou rotina de bem-estar nos últimos anos, com janelas de 16, 18, 24 horas circulando nos stories de meio mundo como se fosse receita de bolo. O salto pra 60 horas já é outra conversa, o tipo de protocolo que existe em contextos médicos supervisionados e não exatamente na categoria de “vou tentar aqui em casa”.
Joana não deu muitos detalhes sobre a motivação ou sobre como foi o processo antes da internação. Mas a sequência dos fatos já conta bastante: jejum longo, sem supervisão declarada, e uma expressão que virou título de post.
“Só desliguei” é bonito como metáfora. Como relato médico, assusta um pouco.






