Luana Piovani diz que recusou Tremembé 2, mas produção diz que ela nunca foi chamada

Luana Piovani diz que recusou Tremembé 2, mas produção diz que ela nunca foi chamada

Luana Piovani anunciou nas redes sociais que recusou um convite para integrar o elenco da segunda temporada de Tremembé, série do Prime Video baseada em crimes reais. O problema: fontes ligadas à produção disseram ao Notícias da TV que ela nunca foi convidada. Seu nome sequer teria sido cogitado para a nova fase.

A declaração surgiu depois que Piovani compartilhou um vídeo do influenciador Paolo Bendinelli criticando a série. No conteúdo, Bendinelli argumenta que Tremembé banaliza os crimes retratados e que a repercussão da produção teria impulsionado as vendas de conteúdo adulto de Cristian Cravinhos, condenado pela morte dos pais de Suzane von Richthofen. “Não dá para assassinos virarem fofoca”, resumiu o influenciador no vídeo.

Ao compartilhar a crítica, Piovani foi além e anunciou: “Eu recusei o convite para fazer Tremembé II. Que orgulho.” A frase funcionou como um gesto de posicionamento ético. Só que do outro lado, quem trabalha na produção teria ficado bem pouco impressionado com isso.

Vou falar uma coisa: recusar um convite que não chegou tem um nome, e ele não é exatamente “posicionamento”.

O contexto ético que Piovani tentou construir em torno da declaração é real, ela claramente discorda da abordagem da série sobre crimes que tiveram vítimas concretas. Essa é uma discussão legítima, e Bendinelli faz alguns pontos válidos sobre como o true crime pode escorregar entre o jornalismo e o entretenimento raso.

O ruído, no caso, é outro. Quando você decora sua recusa com orgulho público, a história muda de figura se a recusa nunca existiu. A produção não só negou o convite: disse que o nome dela estava fora do radar desde o início.

Bastidores irritados, declaração pública sem confirmação do outro lado. O roteiro aqui é mais torto que qualquer crime retratado na série.