O Rock in Rio 2026 confirmou três artistas que construíram audiência na internet antes de chegar aos palcos: Ananda, Diogo Defante e Lvcas (o Lucas Inutilismo). O festival mais clássico do Brasil decidiu que ignorar o algoritmo não era mais uma opção.
Ananda tem 23 anos e começou fazendo covers de Projota ainda adolescente. Hoje ela está se posicionando no pop e no R&B com música própria, carregando uma herança musical considerável: é neta do percussionista Bola Mo.
Diogo Defante foi baterista de banda de rock por anos, desistiu da carreira musical e encontrou no humor digital o que a música não dava. Agora tenta o caminho inverso: uma carreira solo que mistura rock, punk, brega e o mesmo tom debochado que já levou às redes. É uma aposta interessante. Ou corajosa. Ou as duas coisas.
Lvcas, o youtuber que sempre criou conteúdo sobre música, é multi-instrumentista e quer transformar seguidores em público de show. O som dele mistura metal pesado com trap e hip-hop, o que, dependendo do dia, pode soar como genialidade ou como experimento de laboratório.
Os três representam uma geração que não esperou gravadora nem rádio: construíram audiência por conta própria e chegaram ao Rock in Rio por um caminho que não existia há dez anos. O festival, que já teve nos palcos nomes como Queen e Rolling Stones, agora também reserva espaço pra quem cresceu filmando a própria cara no celular.
Vou falar uma coisa: tem algo meio poético nisso. O mesmo festival que virou símbolo de rock clássico no Brasil está abrindo palco pra um ex-baterista que virou meme e pra um youtuber que sonha com tour. O Rock in Rio não cedeu ao algoritmo. O algoritmo foi até o Rock in Rio.






