A campanha de Lula anunciou nesta quarta-feira que o presidente aceitou todas as condições impostas por Flávio Bolsonaro (PL) para a quebra mútua de sigilo bancário e telefônico. Quem deu a notícia foi Camilo Santana, coordenador da campanha petista, que ainda aproveitou para colocar um prazo em cima: Flávio tem até esta quinta-feira, 22 de outubro, às 11h, para protocolar a abertura dos seus dados no TSE.
O desafio original veio durante o debate da TV Band no domingo, 18 de outubro. Lula propôs que os dois candidatos abrissem sigilo bancário e telefônico, cada um e seus familiares, para, nas palavras dele, revelar “quem é honesto e quem é ladrão”. Na segunda-feira, 20, Lula já foi ao TSE e apresentou o requerimento autorizando a divulgação dos seus dados. Esperou a resposta do adversário.
A resposta veio com lista de exigências. Flávio pediu que Lula incluísse também os dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, os registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto, e ainda o sigilo de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula. Entre outras condições.
A campanha do PT disse que topa tudo. Literalmente tudo. Sem contra-proposta, sem ressalva, sem negociação de item por item.
“Todas as condicionantes que ele colocou, a resposta do presidente é que ele não se opõe a absolutamente nada do que ele está propondo. Contanto que ele também cumpra e abra tudo que está no pedido protocolado junto ao TSE”, disse Camilo.
O prazo não é à toa: o segundo turno está marcado para este domingo, 25 de outubro. Camilo foi direto: “Não pode deixar pra depois da eleição. O prazo é amanhã.”
Vou falar uma coisa: quando você pede dez condições esperando que o outro recue e o outro aceita tudo sem piscar, o jogo muda de lado.
Quem topa sem pestanejar e quem foi chegando com lista de exigências são dados públicos agora. O TSE é logo ali.






