Madonna lança “Confessions II” 21 anos depois e a conta chegou

Madonna lança "Confessions II" 21 anos depois e a conta chegou

“Confessions II” saiu nesta sexta-feira e Madonna está literalmente retomando uma conversa que começou em 2005. O álbum é apresentado como continuação direta de “Confessions on a Dance Floor”, com produção de Stuart Price, o mesmo britânico que assinou o original. Vinte e um anos de diferença, mesma parceria, mesma proposta de pista.

Pra quem não lembra ou era pequeno demais: “Confessions on a Dance Floor” foi o álbum que colou Madonna de volta no topo depois de um período irregular. Todo em sequência contínua, sem pausas entre as faixas, construído pra funcionar como um set de DJ. Virou clássico imediato. A tour que veio depois entrou pro livro dos recordes.

A questão que a internet foi fazer antes mesmo do álbum tocar: o que exatamente é uma “continuação” de um disco de pista duas décadas depois? “Confessions on a Dance Floor” funcionou tanto pela urgência do momento quanto pela coesão sonora. A Madonna de 2005 estava provando algo. A Madonna de agora está… revisitando. São movimentos diferentes, mesmo que a produção seja a mesma.

Isso não é crítica ao álbum antes de ouvir. É só nomear o que está acontecendo: chamar de “continuação” é uma escolha de marketing que carrega peso. Evoca o original, chama quem já estava lá e sinaliza pra geração mais nova que existe um contexto maior. É inteligente. Também é uma aposta.

Stuart Price confirmou a participação nas semanas anteriores ao lançamento, e a cantora descreveu o projeto como um álbum “sobre consciência”, o que já é uma mudança de registro em relação ao hedonismo direto do primeiro “Confessions”. Se o original era sobre estar na pista sem pensar, esse parece querer que você pense enquanto está na pista.

Madonna com 21 anos a mais, produção idêntica e tema diferente. Vai dizer que não dá curiosidade.

A internet já está dividida entre quem passou o dia ouvindo em loop e quem está com o “Hung Up” no repeat por nostalgia. Os dois lados, convenhamos, estão certos do jeito deles. O problema é que “continuação” agora tem que carregar o peso de um dos melhores álbuns pop dos anos 2000. Essa é a conta que chegou junto com o lançamento.