Malévola Alves falou pela primeira vez depois de sair da prisão no Egito, e o que ela contou nos stories do Instagram é pesado. Aos prantos, a influenciadora de 22 anos relatou ter sido humilhada durante a detenção em Alexandria, onde foi presa junto com a amiga Bruna Mercatelli depois que vídeos publicados nas redes sociais começaram a ser investigados pelas autoridades locais.
“Eu fui muito humilhada, muito humilhada, gente. Eu não paro de chorar desde a hora que cheguei aqui em Marrocos”, disse ela, já fora do Egito mas claramente ainda abalada.
Malévola afirmou que a detenção aconteceu por ela e Bruna serem mulheres trans. “Eles deixaram claro que a prisão ocorreu porque éramos trans”, escreveu. O relato mais grave veio na sequência: ela contou que foi forçada a ficar nua durante a revista e que a reação dos agentes mudou quando constataram que ela tinha uma vagina. “Eu tive que ficar pelada e quando viram a minha vagina começaram a me tratar bem, eu disse que não era trans. Só Deus sabe o que eu passei.”
Além do trauma do episódio em si, ela ainda está sem o celular, que a polícia egípcia não devolveu. E relatou estar sofrendo crises de pânico desde que saiu.
Ninguém comentou, mas tem gente que passou os últimos dias zoando a situação. Malévola não ignorou isso. O desabafo nos stories veio com um recado implícito pra quem achou graça: a conta de humilhação real é outra coisa quando você vê a pessoa chorando do outro lado da tela.
O Ministério do Interior do Egito havia confirmado a prisão alegando “exibição pornográfica” como motivação oficial. Malévola foi solta após pagamento de fiança. O relato dela, porém, coloca outra camada sobre o que “investigação” significa quando a identidade de gênero da pessoa é tratada como prova de crime.
Só Deus sabe o que ela passou, como ela mesma disse. E agora metade da internet também sabe.






