Mari Saad publicou um vídeo na sexta-feira (18) anunciando o fim do seu ciclo à frente da administração da Mascavo. O detalhe que ninguém conseguiu ignorar: questões financeiras, societárias e operacionais da marca estão sendo discutidas na justiça.
A influenciadora e maquiadora deixou claro que, mesmo permanecendo formalmente como sócia, perdeu o controle sobre a operação da empresa. Ou seja, o nome dela está lá, a gestão não.
Dias depois, a Black Rocket, sócia da Bikini Cosméticos e detentora da marca Mascavo, veio a público. Em nota divulgada nesta terça-feira (22) ao Hugo Gloss, a empresa afirmou que o acordo societário foi cumprido e que as operações financeiras, logísticas e comerciais seguem as condições estabelecidas entre os sócios.
Mas o ponto que ficou no ar foi esse aqui: “Lamentamos que uma divergência societária tenha sido levada às redes sociais de forma unilateral, com acusações graves envolvendo uma empresa que permanece em plena operação e, sobretudo, expondo uma estrutura formada por colaboradores, clientes, fornecedores, parceiros e consumidores que não fazem parte dessa disputa.”
Traduzindo: a sócia achou ruim que Mari foi pro Instagram antes de qualquer acordo.
Ninguém comentou muito isso, mas esse tipo de nota corporativa em resposta a vídeo de influenciadora é exatamente onde a briga real começa a aparecer. Nota com “lamentamos” e “unilateral” no mesmo parágrafo não chega pra acalmar, chega pra marcar posição.
Mari construiu a Mascavo como parte da sua imagem pública. Qualquer pessoa que acompanhou o crescimento da marca sabe que o produto e ela viraram a mesma coisa por um bom tempo. Perder o controle operacional, nesse contexto, não é só uma mudança de cargo.
O processo corre, a marca segue vendendo e os dois lados já fizeram questão de deixar o registro público. A briga societária virou conteúdo antes de virar sentença.






