Allan Oliveira, marido da cantora gospel Gisele Nascimento, afirmou em entrevista à coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles, que a esposa sofreu uma tentativa de feminicídio antes de o filho dela, Israel Nascimento Teixeira, atirar contra o tio Thiago de Mattos Teixeira. O episódio aconteceu no sábado 17 de outubro, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Thiago foi baleado e morreu após ser socorrido e encaminhado ao Hospital Oeste D’Or.
Allan conta que não presenciou o início da confusão porque estava em um curso no momento. Quando chegou, encontrou Gisele com ferimentos na nuca e na boca, além de sangramento. “Gisele sofreu uma tentativa de feminicídio”, declarou, sem deixar margem para interpretação diferente.
A versão apresentada pela família é a seguinte: Gisele teria ido ao endereço buscar os filhos quando a discussão começou. O advogado Max da Costa afirma que Thiago passou a agredi-la na frente de outros familiares e que tentativas de contê-lo não funcionaram. Israel, ao ver a situação da mãe, teria pego uma arma pertencente ao pai, o policial civil aposentado Rogério Gentil, e atirado contra o tio.
Allan ainda acrescentou que aquele não teria sido o primeiro episódio envolvendo Thiago e Gisele. Segundo ele, a cantora já teria sido agredida pelo cunhado anteriormente e chegou a registrar uma ocorrência em 2009. Ele também mencionou a diferença física entre os dois e disse que Thiago praticava Muay Thai.
Sobre Israel, Allan foi direto: chamou o enteado de “herói” e afirmou que a intervenção do jovem impediu um desfecho pior. “Se ele não interfere ali, a mãe ia morrer”, declarou.
Vale deixar claro: tudo isso é a versão da família, apresentada enquanto a Delegacia de Homicídios da Capital investiga o caso. A alegação de legítima defesa ainda vai depender das provas reunidas pela apuração. A polícia está examinando tanto as circunstâncias dos disparos quanto as agressões que Gisele teria sofrido antes deles.
A investigação tenta reconstruir a sequência exata daquele sábado. O que o marido descreveu é grave e muda o enquadramento do que parece ter acontecido, mas quem fecha o quebra-cabeça é a DHC, não a família. Relato forte, mas a palavra final ainda não veio.






