Mel Breia contou, sem rodeios, que já faturou mais de R$ 300 mil vendendo calcinhas usadas. Não é uma estimativa otimista. É o número que ela colocou na mesa ao explicar como esse mercado funciona.
O modelo de negócio é simples na teoria: a peça é usada, fotografada, embalada e enviada para o comprador. A demanda existe, os compradores pagam bem e a margem, segundo ela, é consideravelmente maior do que qualquer coisa que um trabalho convencional pagaria por hora de dedicação.
Mel entrou nesse mercado como muita gente entra em qualquer negócio online: testando. O que chama atenção no relato dela é que não tem mistério na operação. Tem precificação, tem logística, tem relacionamento com a clientela. Ela trata como empresa porque, financeiramente, é exatamente isso.
Vou falar uma coisa: R$ 300 mil é o tipo de número que faz qualquer pessoa parar e recalcular suas escolhas de carreira.
A internet obviamente não ficou em silêncio. Os comentários foram na linha de “como assim isso rende mais do que meu salário de seis anos”, com uma mistura de espanto genuíno e aquela curiosidade que ninguém assume em voz alta mas todo mundo tem. O algoritmo fez o resto.
O que Mel fez foi basicamente tirar o véu de um setor que existe há anos, tem fóruns dedicados, tem precificação própria e movimenta uma quantia que a maioria das pessoas não associaria a esse tipo de produto. Ela só foi a mais direta em falar o número.
O mercado de itens íntimos usados tem demanda estável, clientela fiel e, aparentemente, margem de lucro que deixaria muita consultora de varejo com inveja. Mel Breia só teve a desfaçatez de contar em voz alta.
Trezentos mil reais. Em calcinhas. O Excel dela deve ser uma obra de arte.






