O Concurso Nacional de Beleza tirou a coroa de Lara Marina Soares Tosta nesta terça-feira, 25, após descobrir que ela estava grávida. Ela era a Miss Brasil Supranational e havia terminado em 3º lugar no Miss Supranational 2026. O título agora vai para Camilly Ceccon, a Miss Costa Verde e Mar, que assume a coroa como vice-campeã.
O CNB divulgou um comunicado no Instagram falando em “descumprimento de obrigações contratuais incompatíveis com a manutenção do título” e “análise interna em conformidade com o regulamento”. Lara ficou sabendo da destituição por uma ligação, no exato momento em que o anúncio aparecia nas redes. Viu o comunicado em tempo real, pelo telefone.
O detalhe que complica o argumento da organização: o Miss Supranational passou a aceitar mães solo e divorciadas neste ano. Casadas ainda não entram no concurso, e o site oficial não menciona nada sobre gravidez. Segundo Lara, foi exatamente isso que a tirou do posto. O CNB não confirmou a gravidez publicamente, mas também não apontou outro motivo.
Vou falar uma coisa: ser destituída por uma ligação enquanto a nota oficial já está no ar é um nível de comunicação institucional que impressiona por todos os motivos errados.
A resposta de Lara foi rápida. “A minha história não termina aqui”, ela disse, numa declaração curta o suficiente pra virar print e longa o suficiente pra fechar o assunto do jeito que ela quis. Saiu sem a coroa e com a narrativa na mão.
O episódio acende a discussão sobre regras de concursos de beleza que evoluíram em alguns pontos e ficaram paradas em outros. Aceitar mães solo mas não regulamentar gravidez explicitamente deixa uma brecha grande, e foi exatamente essa brecha que pegou Lara de surpresa ou, pelo menos, é o que ela afirma.
Camilly Ceccon herda a coroa num contexto que, convenhamos, ninguém escolheria pra estrear como Miss Brasil Supranational. A transição aconteceu sem cerimônia, via comunicado no Instagram, enquanto a ex-titular processava tudo pelo telefone.
A tiara foi embora. A frase ficou.





