Quase um ano depois, a conta chegou. Gabrielle Henry, Miss Jamaica 2025, protocolou uma ação judicial contra a Miss Universe Organization e duas empresas ligadas à entidade por conta da queda que sofreu durante a etapa preliminar do concurso, realizado em novembro do ano passado na Tailândia.
O processo foi apresentado na segunda-feira 21 no Tribunal Superior de Delaware, nos Estados Unidos. Segundo o documento, Gabrielle seguia uma coreografia previamente ensaiada quando caiu por uma abertura no palco que estaria “sem sinalização e descoberta”. A estrutura, de acordo com a ação, também tinha equipamentos de iluminação e concreto no local da queda.
A lesão foi séria: traumatismo craniano. E não foi só isso. A ação lista cinco alegações, entre elas negligência, responsabilidade pelas condições do local e supervisão negligente da equipe envolvida. Gabrielle também pede indenização por despesas médicas, perda de capacidade de trabalho e oportunidades profissionais que teriam sido comprometidas depois do acidente.
Vou falar uma coisa: cair por uma buraco no palco durante uma preliminar de Miss Universo, com iluminação intensa na cara, sem nenhuma sinalização de segurança, é o tipo de coisa que não devia precisar de processo pra ser considerada um problema.
O que chama atenção aqui é o detalhe da coreografia ensaiada. Se o trajeto era conhecido e repetido, a abertura no palco estava no caminho de alguém que estava só fazendo o que tinha sido treinada pra fazer. Esse é o argumento central da ação, e não é difícil de entender por que a defesa vai ter trabalho.
A Miss Universe Organization ainda não se pronunciou publicamente sobre o processo. O concurso de 2025 terminou com a coroa indo para outra candidata enquanto Gabrielle saía de maca. Agora ela quer que a organização explique, na Justiça, como uma abertura sem tampa apareceu bem no meio do caminho dela.
O palco sumiu debaixo dos pés dela. O processo garante que isso não seja esquecido.






