Julyana de Souza Pontes, conhecida como Mulher Banana e Garota X, foi encontrada morta em casa, no bairro Engenho Pequeno, em Nova Iguaçu (RJ). A família confirmou a morte, que consta no atestado de óbito como súbita. A 52ª DP foi acionada e investiga as circunstâncias. O corpo passou pelo IML para perícia.
O velório e o sepultamento acontecem neste domingo, a partir das 14h, no Cemitério Vale da Saudade, em Queimados.
Julyana construiu nome no funk carioca nos anos 2000 dentro da estrutura do Furacão 2000. O hit Mulher Banana virou nome artístico, depois virou identidade, depois virou referência. Ela foi uma das primeiras mulheres trans a conquistar visibilidade real no gênero, ocupando espaço em um cenário que, naquela época, não estava nem um pouco interessado em abrir a porta.
MC Xuxú, parceira de faixa, foi direta: “abriu caminhos e ocupou espaços, mesmo em uma sociedade que ainda insiste em nos marginalizar. Sua irreverência, sua ousadia e sua existência fazem parte da história do funk e da resistência travesti brasileira.” Tati Quebra Barraco resumiu em uma linha: “Uma grande perda para o mundo do funk!”
Fora dos palcos, Julyana mantinha um santuário informal para gatos. Isso é o tipo de detalhe que ninguém comenta, mas que diz bastante sobre quem a pessoa era quando não estava sendo ícone de nada.
Uma mulher que ocupou tanto espaço em vida deixa um vazio que o funk vai demorar pra preencher.






