Sabalenka revela como o tênis a salvou da depressão após morte do ex

Sabalenka revela como o tênis a salvou da depressão após morte do ex

Aryna Sabalenka falou com a revista Time sobre algo que ela nunca escondeu completamente, mas também nunca tinha detalhado assim: como voltou às quadras poucos dias depois da morte do ex-namorado Konstantin Koltsov, ex-jogador da NHL, em março de 2024.

A decisão foi dela, e foi contra o conselho de pessoas próximas. O técnico Anton Dubrov e amigos sugeriram que ela se afastasse das competições por um tempo. Sabalenka preferiu disputar o WTA 1000 de Miami mesmo assim.

“O tênis realmente me salvou da depressão. Eu só estava tentando focar nos treinos, para passar menos tempo comigo mesma nos meus pensamentos. Eu chorava muito nos treinos. Foi um momento muito difícil da minha vida”, ela contou.

Ninguém comentou muito na época, mas a escolha de competir dias após uma perda desse tamanho gerou críticas nas redes. Sabalenka não se justificou: explicou que manter rotina era a única forma que encontrou de controlar algo quando tudo parecia fora de controle.

O tênis virou âncora. Não diversão, não fuga. Âncora mesmo. O tipo de coisa que segura a pessoa no presente quando a cabeça quer ir a lugares que não ajudam.

Meses depois, eliminada por Naomi Osaka nas oitavas de Wimbledon, ela percebeu que precisava desacelerar. A entrevista à Time parece fazer parte desse processo de organizar o que aconteceu, colocar em palavras uma fase que ela atravessou quase em silêncio enquanto continuava ganhando pontos no ranking.

Sabalenka seguiu sendo a número 1 do mundo durante tudo isso. Chorava no treino e voltava para a quadra no dia seguinte. Vira e mexe a gente subestima o que a rotina consegue fazer por alguém que está no limite.