Com a condenação de Duane “Keffe D” Davis pelo assassinato de Tupac Shakur, o mundo voltou a olhar pro rapper que morreu em 1996 depois de um ataque a tiros em Las Vegas. Mas tem muita coisa entre o nascimento no Harlem e o tiro que o matou que vale revisitar.
Antes de qualquer coisa: Tupac e Madonna tiveram um relacionamento. Ela mesma confirmou. Cartas dela pra ele foram leiloadas anos depois, e o conteúdo deixava claro que não era amizade com interesse. Depois que Tupac terminou, ela virou assunto nas letras e nas entrevistas. Não foi um adeus tranquilo.
Com Jada Pinkett Smith, ao contrário, era amizade mesmo. Os dois se conheceram na escola de artes em Baltimore e ficaram próximos por anos. Jada já disse em entrevistas que Tupac era seu melhor amigo, que nunca foram casal, e que a conexão era daquelas que a gente carrega pra sempre. Considerando onde a vida de cada um foi parar, essa informação tem um peso a mais.
Tupac nasceu como Lesane Parish Crooks, filho de Afeni Shakur, ativista do Partido dos Panteras Negras. O nome Tupac Amaru veio depois, quando a mãe casou com Mutulu Shakur. Essa origem política entrou direto nas letras desde o primeiro álbum, “2Pacalypse Now”, lançado em 1991, que já tratava de brutalidade policial e desigualdade com uma franqueza que incomodou muita gente, inclusive o então vice-presidente Dan Quayle.
Mas a trajetória não foi só música e manifesto. Em 1994, Tupac foi condenado por abuso sexual. A vítima era uma fã que ele conheceu em uma boate. Ele sempre negou a acusação de estupro e cumpriu parte da pena antes de ser solto sob fiança paga pela gravadora Death Row. O caso ficou sem resolução definitiva, enterrado pela morte dele dois anos depois.
No meio de tudo isso, ainda tinha a guerra verbal e depois real com Notorious B.I.G., a bala que levou numa gravadora em 1994, a prisão, o casamento relâmpago com Keisha Morris enquanto ainda estava preso, e uma produção musical que não parava. Tupac lançou mais álbum encarcerado do que muita gente lança em liberdade.
Ninguém comenta, mas a quantidade de coisa que aconteceu com ele antes dos 25 anos é absurda. Em 13 de setembro de 1996, seis dias depois do ataque a tiros, ele morreu. Tinha 25 anos.
A condenação de Davis, quase três décadas depois, fecha uma parte da história. A outra parte, a que envolve Madonna guardando as cartas e Jada chorando no enterro, nunca vai fechar direito.






