Os Black Eyed Peas sobem ao Palco Mundo do Rock in Rio no dia 6 de setembro, pela segunda vez no festival. A primeira foi em 2019, com Anitta de convidada. Desta vez, como na anterior, Fergie não está no grupo. E muita gente que vai cantar junto “My Humps” provavelmente não sabe exatamente quando isso virou fato consumado.
A história começa nos anos 90, quando BEP era um trio. Fergie entrou em 2002, durante a produção de “Elephunk”, e foi com ela que o grupo chegou ao auge: “Monkey Business”, “The E.N.D.”, “The Beginning”, um hit atrás do outro, paradas dominadas. Depois veio 2011 e uma pausa por tempo indeterminado.
O grupo voltou em 2015, já sem ela nos singles. A explicação oficial era que Fergie estava focada no segundo álbum solo, “Double Dutchess”. Só que em 2017, Will.i.Am tornou a saída oficial e deixou claro que a cantora não seria substituída, pelo menos não no sentido tradicional.
Ninguém comentou tanto, mas o grupo basicamente resolveu seguir sem fixar uma nova vocalista feminina permanente. O modelo virou colaboração: artistas convidadas aparecem nas faixas e nos shows dependendo da turnê ou do projeto. Ou seja, a vaga de Fergie tecnicamente continua vaga no papel.
Para o Rock in Rio deste ano, a formação confirmada é a do trio atual: will.i.am, apl.de.ap e Taboo. Se haverá convidada feminina no set ainda não foi anunciado oficialmente, mas o histórico do grupo com participações especiais deixa essa porta aberta.
Fergie, por enquanto, segue fora do radar do pop mainstream. “Double Dutchess” saiu em 2017 e não repetiu o impacto da era Black Eyed Peas. Desde então, aparições esparsas e silêncio de novo álbum. Will.i.am segue sendo will.i.am, o que por si só já é uma carreira paralela inteira.
Vinte e poucos anos depois de “Elephunk” e o Palco Mundo vai ouvir “I Gotta Feeling” do mesmo jeito. Fergie virou detalhe de Wikipedia que o público canta sem perceber que está homenageando uma ex-integrante.






