Oliver Tree postou fotos da passagem pelo Brasil poucas horas antes de morrer no acidente de helicóptero no Rio de Janeiro neste domingo, 14 de junho. As imagens mostravam o cantor norte-americano registrando a viagem, no estilo de quem está curtindo o país sem saber o que viria depois.
A publicação era simples, o tipo de coisa que passa despercebida no algoritmo num dia normal. Quando a notícia do acidente começou a circular, os comentários migraram todos pra lá. As fotos viraram as últimas fotos.
O helicóptero caiu no domingo e Oliver Tree não sobreviveu. A confirmação da morte transformou retroativamente cada detalhe daquele post num objeto de atenção: o lugar, a legenda, o horário.
Ninguém dá zoom nesse tipo de coisa quando o artista está vivo. Aí acontece o acidente, e de repente todo mundo quer saber o que ele estava fazendo, onde estava, o que escreveu por último.
A internet foi pra publicação buscar alguma coisa. Não está claro o quê, exatamente. Talvez só queira ver.
Oliver Tree tinha 31 anos e estava no Brasil para compromissos de agenda. O acidente ainda está sendo investigado. O post do “gringo no Brasil” segue no ar.
Às vezes o último registro não avisa que é o último.






