Xuxa Meneghel foi ao Instagram para avisar que alguém está usando o rosto e a voz dela para pedir voto nas eleições de 2026. Nos Stories, ela foi direta: “Estão circulando novos vídeos falsos usando minha imagem e voz, como se eu estivesse pedindo votos. Não sou eu. É falso.”
A apresentadora deixou claro que não gravou nenhum conteúdo eleitoral e que não autorizou o uso da sua imagem para nada disso. A parte que ficou nos comentários foi o encerramento: “Deepfakes e mentiras têm autor e o autor responde judicialmente.” Sem drama, sem rodeio.
O absurdo aqui tem camadas. Primeiro, alguém achou que colocar a Xuxa pedindo voto era uma boa jogada de campanha. Segundo, essa pessoa presumiu que ninguém ia notar. A Rainha dos Baixinhos tem décadas de imagem construída e uma base de público que conhece cada tonalidade da voz dela. Não era exatamente o alvo mais discreto pra um deepfake eleitoral.
A tecnologia chegou num ponto em que clonar rosto e voz de celebridade virou ferramenta de cabo eleitoral. Xuxa não é a primeira a denunciar esse tipo de uso indevido, mas o fato de estar acontecendo com uma figura desse porte, num ciclo eleitoral que ainda está no começo, dá uma ideia de como os próximos meses vão ser.
Literalmente qualquer pessoa com acesso a um editor de vídeo e sem muito escrúpulo pode estar fazendo isso agora com outras figuras públicas, sem que elas saibam até aparecer nos Stories de alguém reclamando.
Xuxa avisou que os responsáveis respondem judicialmente. Se o vídeo falso já circulou, o estrago eleitoral pode ter acontecido antes do processo chegar em qualquer lugar. Deepfake bom é deepfake que nunca saiu do computador de quem fez.






