Jennifer Lopez foi ao podcast Films to be Buried With, apresentado por Brett Goldstein, falar sobre seus gostos no cinema. E foi direto: “Nomadland”, vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2021, é o pior que ela já viu.
Não é uma crítica sutil. Ela citou o título, disse que não a agradou, e seguiu em frente com a confiança de quem nunca perdeu sono com Rotten Tomatoes.
Só que JLo fez uma ressalva: o problema não é o filme em si, é o estilo. Ela explicou que aquele tipo de narrativa lenta, contemplativa, sem arco dramático óbvio, simplesmente não funciona pra ela. É preferência pessoal, não sentença de morte ao cinema indie. Ela deixou isso claro na conversa com Goldstein.
O detalhe curioso é o contraste. Nomadland é exatamente o tipo de produção que a crítica especializada adora: Frances McDormand em modo total, Chloé Zhao na direção, prêmios em cascata. É o tipo de filme que vira argumento em mesa de jantar entre pessoas que se levam a sério demais.
JLo, por outro lado, é uma mulher que protagonizou Anaconda em 1997 e chegou ao Super Bowl. O repertório dela de “filmes que funcionam” provavelmente tem critérios diferentes dos do júri de Berlim.
Vou falar uma coisa: tem algo refrescante em celebridade com esse nível de fama falando “esse filme premiado não é pra mim” sem rodeio. A maioria das entrevistas de Hollywood é uma série de elogios mútuos onde ninguém discorda de nada. JLo chegou no podcast e entregou uma opinião de verdade.
A internet, claro, foi nos dois lados ao mesmo tempo: metade aplaudindo a honestidade, outra metade indignada em nome da Chloé Zhao. Os fãs de cinema de arte já estão afiando os comentários.
O que ela acharia do próprio currículo como atriz, ninguém perguntou. Mas o podcast ainda tem mais episódios.






