Seis décadas de música numa noite só. Claudya lançou nesta quinta-feira, 4 de setembro, o álbum ao vivo “Deixa eu dizer – 60 anos de carreira, ao vivo”, registro do show que tem apresentado em São Paulo e no Rio de Janeiro. A crítica recebeu bem: três estrelas e meia.
A cantora estreou no circuito musical em 1965, quando já morando em São Paulo apareceu no programa “O fino da bossa” e lançou o primeiro single com “Deixa o morro cantar” e “Sorri”. Na prática, são 61 anos de estrada em 2026, mas a efeméride dos 60 serviu de mote para o show e o álbum. Detalhe que a crítica fez questão de registrar logo no primeiro parágrafo.
O disco saiu pela Kuarup e tem direção musical e arranjos do pianista Alexandre Vianna. A produção foi feita por Vianna em parceria com Graziela Medori, que é filha de Claudya. No palco, a cantora divide espaço com sete músicos, dois vocalistas e um trio de metais. O resultado é um show com produção robusta, bem acabado.
O repertório vai com peso para os anos 1970, período considerado a fase áurea da discografia dela. Quem cresceu ouvindo Claudya nessa época vai reconhecer o terreno. Quem está chegando agora vai entender por que ela ainda ocupa espaço.
Ninguém comenta muito, mas tem cantora com meio século de carreira que não conseguiria encher um palco com sete músicos e ainda merecer uma crítica séria em 2026. Claudya conseguiu as duas coisas.
Carioca criada em Juiz de Fora a partir dos nove anos, ela construiu a trajetória longe do barulho das redes e dos reality shows. O álbum ao vivo funciona exatamente como deveria: sem reinvenção forçada, sem feat desnecessário. Só o repertório, a orquestração e uma voz que claramente ainda tem o que dizer.
“Deixa eu dizer” está disponível nos aplicativos de streaming.






