Neste sábado (12), pela primeira vez na história do Rock in Rio, o brega pernambucano sobe num palco do festival. Priscila Senna, de 35 anos, é quem faz a estreia no Palco Favela, com figurino brilhoso, balé e, vou falar uma coisa, oito músicos de formação clássica atrás dela.
Tímpano, harpa, piano de cauda, violinos, cello, viola e baixo acústico acompanhando sofrência. O festival de rock finalmente cedeu espaço, e veio com orquestra.
O repertório vai misturar sucessos da carreira atual com músicas da época em que Priscila integrava a Musa do Calypso, incluindo “Curva Perigosa” e “Sorte”. Três figurinos vão sendo trocados ao longo do show. “Quero muito brilho para que as pessoas lá do fundo me vejam”, disse a artista ao g1.
Contexto rápido: o brega paraense já tinha passado pelo Rock in Rio em 2024 com Gaby Amarantos. Nesta edição, Joelma e Viviane Batidão representam o gênero no Sunset. Mas é a vertente pernambucana, a mais romântica e sofrida, que estreia agora, pelo Palco Favela, com Priscila.
A repercussão nas redes foi de quem estava esperando isso faz tempo. Os comentários foram na linha de “finalmente o brega sendo tratado como merece” e “isso é história do festival”. A internet que costuma ignorar gênero nenhum até a escalação aparecer foi rápida em celebrar quando confirmou.
O Rock in Rio já tinha tudo: metal, pop, axé, eletrônico, samba. O brega pernambucano chegou agora, com harpa e três trocas de roupa.
Ninguém comentou mas a combinação de tímpano com sofrência é literalmente o crossover que 2026 precisava entregar.






