Rock in Rio 2026: os shows que explodiram e os que morreram no palco

Rock in Rio 2026: os shows que explodiram e os que morreram no palco

O Rock in Rio 2026 encerrou no domingo 13 com um balanço que a internet não perdeu tempo em fazer por conta própria. Sete dias de festival, palcos Sunset e Mundo, mais de 120 atrações, centenas de milhares de pessoas e uma pergunta que todo mundo estava respondendo nos comentários antes mesmo do último show terminar: quem entregou e quem foi embora discretamente?

O g1 acompanhou todos os shows dos palcos principais e montou o ranking dos melhores e piores desta edição. Os critérios foram além do nome no cartaz: setlist, execução técnica, reação da plateia e presença de palco entraram na conta.

Entre os destaques positivos, o Stray Kids aparece na décima posição de um jeito que resume bem o que o grupo representa hoje. Em sua segunda vinda ao Brasil, os oito integrantes ocuparam o topo da primeira noite de K-pop da história do festival. Tecnicamente, tudo funcionou. Mas o que parou a rolagem de qualquer vídeo postado da apresentação foi a plateia: os fãs cantaram, dançaram e basicamente co-apresentaram o show. Difícil competir com isso.

A Hwasa também está na lista e por boas razões. A coreana entregou o tipo de performance que faz a pessoa do lado te perguntar “quem é essa?” com um tom que já tem a resposta embutida. Presença física, repertório bem construído e aquele peso de palco que não se aprende em workshop.

Agora, nem tudo foi explosão controlada. A edição teve seus momentos de silêncio constrangedor, shows que patinaram na escolha do setlist ou na execução, artistas que pareciam maiores na expectativa do que no palco de fato. O festival com esse tamanho sempre vai ter essa margem, só que em 2026 a conta foi cobrada com mais clareza porque o nível das melhores apresentações subiu.

Vou falar uma coisa: quando a plateia vira o espetáculo principal, o artista deveria se perguntar o que exatamente ele estava fazendo lá na frente.

O ranking completo do g1 considera dez posições entre os melhores e aponta as decepções com a mesma objetividade. Vale a leitura pra quem esteve lá e quer validar o que sentiu, e especialmente pra quem não foi e quer saber o que perdeu ou o que não precisava ter visto de qualquer forma.

O Rock in Rio volta. As performances ruins ficam no YouTube pra sempre.