Domingo no Rock in Rio e a chuva decidiu participar do show da Zara Larsson. Não como obstáculo. Como cenário.
A sueca fechou o palco Sunset neste 12 de setembro com o setlist do álbum “Midnight Sun” e a primeira faixa já deu o tom: ela abriu com a música-título, ganhou um coro da plateia encharcada e a noite virou outra coisa. “Sei que está chovendo, mas vamos trazer o sol nesta noite”, disse ela, lá do palco, com a chuva caindo do lado de fora.
Era a segunda vez seguida de Zara no festival, mas o público não tratou assim. A diferença é que “Midnight Sun”, lançado em 2025, fez o que a carreira dela não conseguia há anos: criou um mundo próprio. O disco fala sobre o verão sueco, aquela coisa de sol da meia-noite, festa interminável, e chegou ao Brasil com força suficiente pra lotar o Sunset numa noite fria.
Ninguém comentou muito, mas o detalhe mais revelador da noite estava na plateia. Vários fãs apareceram com looks tropicais anos 2000 e blusas grafitadas, literalmente vestidos como a “era” dela. Quando o público começa a criar fantasia em torno de um álbum, o disco deixou de ser disco e virou fandom.
A própria Zara já tinha avisado o que estava acontecendo. Em entrevista em 2025, ela disse que “Midnight Sun” a ajudou a ir de boa performer para artista, com controle criativo de verdade. “Criar o meu próprio mundo”, foram as palavras dela. Parece que deu certo, considerando que as pessoas foram ao Rock in Rio vestidas dentro desse mundo.
A chuva molhou o palco, molhou os fãs, e a Zara Larsson encerrou o festival como se tivesse ensaiado a tempestade junto com o restante do show. Já era a segunda vez dela no Rio. Mas o nível era outro.
Fã encharcado com look anos 2000 numa chuva de setembro é o novo critério de popstar de verdade.






