Jeniffer Costa se casou na quinta-feira, 29 de outubro, com vista para o Cristo Redentor. A primeira coisa que fez depois do “sim” foi ir de vestido de noiva até a unidade prisional onde a mãe, Verônica Costa, cumpre pena.
A “Mãe Loira do Funk” está presa há pouco mais de um mês, desde o final de setembro, após o encerramento dos recursos judiciais de um processo iniciado em 2011. A condenação: dez anos e oito meses em regime fechado por agressões e tortura contra o ex-marido, Márcio Costa.
O casal recém-casado foi até a porta do presídio, mas a administração negou o acesso por causa dos protocolos de visitação. Jeniffer gravou um vídeo ainda de branco, do lado de fora, e fez questão de registrar tudo nas redes. “Aqui depois do casamento, a gente veio porque… Liberdade, minha mãe! Liberdade, Verônica Costa! Mesmo eu não conseguindo ver minha mãe, mesmo eu não podendo ver ela hoje, eu não vou deixar de estar aqui”, declarou.
Ela também postou uma foto antiga recebendo um beijo de Verônica na testa e explicou o bloqueio com uma generosidade que poucas pessoas teriam na situação: “Não deixaram eu ver a minha mãe (super entendo, tem os protocolos), mas pelo menos tentei e fiquei perto dela mesmo de longe”.
Vou falar uma coisa: a sequência desse dia é uma das mais improváveis do ano. Cristo Redentor, buquê, presídio, vídeo de protesto, tudo no mesmo vestido.
O que era pra ser celebração virou manifestação pública de apoio a uma mulher condenada por tortura, e a noiva não viu contradição nenhuma nisso. Cada família tem o seu roteiro.
Casamento registrado. Visita negada. Vídeo postado. O dia de Jeniffer Costa vai ser difícil de bater.






