Flávio Bolsonaro teria chegado aos Estados Unidos menos de 48 horas depois de perder as eleições presidenciais. Quem diz isso não é uma autoridade americana nem brasileira, mas Simón Levy, investidor e advogado mexicano que se autodescreve publicamente como aliado próximo de Donald Trump e do movimento MAGA.
A postagem foi feita no X por volta das 15h30 de terça-feira, 27 de outubro de 2026. “Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos. O cérebro por trás dessa operação é o Secretário de Estado dos EUA Marco Rubio. Dos Estados Unidos, livre e seguro, Flávio liderará a oposição contra Lula”, escreveu Levy. Menos de 30 minutos depois, ele acrescentou o nome da suposta operação: Operação Alba. Porque fuga sem codinome não tem drama suficiente.
A agência Reuters também relatou a possível saída de Flávio do Brasil. Mesmo assim, nenhuma autoridade oficial, nem do Brasil nem dos EUA, confirmou que ele deixou o país.
O contexto ajuda a entender por que o relato circulou rápido. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, havia ordenado que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal. O senador não cumpriu. A decisão estava em segredo de justiça, mas foi ele mesmo quem a tornou pública nas redes. Com os documentos não entregues, a PF cancelou os passaportes diretamente. Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados no STF por lavagem de dinheiro.
A Agência Brasil procurou a assessoria do senador e não recebeu resposta.
Vou falar uma coisa: a combinação de codinome de filme de espionagem, aliado de Trump anunciando no X e passaporte cancelado pela PF é muita coisa pra processar numa tarde de terça-feira.
O que se sabe de concreto por enquanto é o que Levy publicou, o que a Reuters relatou e o que o STF ordenou. O resto, incluindo se Flávio está ou não em solo americano, ainda aguarda confirmação oficial. A Operação Alba, por enquanto, existe mesmo é no X.






