No sábado 8 de agosto, antes de entrar no palco do Parque Villa-Lobos em São Paulo, Anitta foi perguntada sobre a polêmica que tomou conta das redes nos últimos dias: fãs que aparecem nos shows da turnê Equilibrivm caracterizados como orixás.
A resposta foi curta e direta: “Cada um faz o que quer. Eu não sou de ficar apontando o que os outros têm ou não têm que fazer. Mas se não estiver desrespeitando ninguém… tudo bem.”
O debate começou depois que imagens do show em Porto Alegre, no sábado 1º de agosto, circularam com um fã caracterizado como Omulu, orixá do candomblé e da umbanda. Os comentários foram na linha de “religião não é fantasia” e “isso já é apropriação cultural“. Do outro lado, tinha gente argumentando que a intenção era de homenagem.
Anitta não entrou nessa divisão. Deu a opinião dela, colocou o critério (“sem desrespeitar”) e encerrou o assunto do jeito que claramente quis encerrar: sem tribunal, sem lado oficial.
Vou falar uma coisa: a resposta não vai agradar quem esperava que ela tomasse partido de um jeito ou de outro. Mas provavelmente era exatamente esse o objetivo.
A turnê Equilibrivm tem Anitta entoando mantras, saudando Ogum e rebolar de costas como item obrigatório do setlist. O projeto inteiro dialoga com religiões de matriz africana, o que coloca a polêmica dos fãs num contexto maior: se a artista usa essa estética no palco, o que ela pode ou não cobrar da plateia que aparece caracterizada para o evento?
A cantora não respondeu a essa pergunta. Respondeu outra, mais simples, com o critério que ela mesma definiu. O debate na internet continua aberto, mas a posição de Anitta agora tem endereço: neutro, com um asterisco.






