Anitta lança “Equilibrivm II” e crítica aponta: projeto maior que as músicas


A Anitta de 2026 claramente quer ser levada a sério como artista. Em abril lançou “Equilibrivm“, mergulhou em espiritualidade e novos territórios sonoros, e agora volta com a continuação. “Equilibrivm II” chegou com toda a grandiosidade visual que o projeto promete. O problema, segundo a crítica, está nas faixas.

A avaliação saiu com nota 6,5 de 10. Não é um desastre, mas também não é o que o tamanho do projeto sugeria. O diagnóstico principal é esse contraste entre a ambição da proposta e o que de fato foi entregue musicalmente.

O álbum anterior funcionou como uma espécie de declaração de intenção. Anitta sinalizando que queria ir além do hit de pista, que tinha algo a dizer sobre espiritualidade, sobre identidade, sobre coisas maiores que o próximo feat com gringo. Tudo bem. Essa Anitta é interessante de acompanhar.

Só que a continuação chega e, na prática, as músicas não sustentam o conceito. A capa é bonita, o projeto tem coerência estética, a narrativa faz sentido no papel. Mas a crítica aponta que as faixas ficam devendo em relação ao que o invólucro prometia. Ninguém comentou isso ainda, mas 6,5 pra um projeto espiritual de autoconsciência artística é basicamente um “você chegou lá na essência, mas a música em si não foi.”

Vale lembrar que 2026 está sendo um ano de movimento real pra ela. Dois discos em meses, uma direção artística mais clara, menos funk de verão e mais construção de legado. Dá pra respeitar o gesto mesmo quando a execução tropeça.

O que a crítica está dizendo, no fundo, é que o projeto existe para um nível de Anitta que as músicas ainda não alcançaram. O conceito chegou na frente. As faixas ficaram no caminho.

Grandiosidade de projeto com nota de trabalho escolar. A torcida é que o “Equilibrivm III”, se vier, finalmente feche essa conta.