Barriga de aluguel pede guarda exclusiva do bebê que se recusou a abortar

Barriga de aluguel pede guarda exclusiva do bebê que se recusou a abortar

McKenna West carregou o bebê por nove meses, se recusou a interromper a gravidez quando os contratantes exigiram, e agora quer a guarda completa da criança. A disputa, que já era intensa durante a gestação, escalou de vez.

Documentos judiciais obtidos pelo TMZ na quarta-feira, 26 de agosto, mostram que McKenna entrou com um novo pedido na Justiça do Texas para ser nomeada única responsável legal pelo recém-nascido, que ela chama de Gabriel. Junto com o pedido, ela quer uma liminar que impeça os pais biológicos, Nausheen Gilkar e Omar Ahmed, de interferir nos cuidados com a criança ou de tentar tomar posse dela.

O casal, por sua vez, chama o menino de Rumi e já conseguiu a custódia temporária após um juiz decidir a favor deles. Gabriel nasceu em 12 de agosto e está em estado crítico depois de uma cirurgia cardíaca de emergência.

O histórico do caso é pesado. Durante a gravidez, Nausheen e Omar teriam exigido que McKenna interrompesse a gestação depois de um diagnóstico fetal. Ela se recusou. A partir daí, o que seria um contrato de barriga de aluguel virou uma batalha com um recém-nascido no meio e advogados dos dois lados.

O nó jurídico aqui é dos grandes: nos acordos de gestação substituta, a tendência legal nos EUA costuma proteger os pais biológicos. Mas McKenna está apostando que o fato de ela ter conduzido a gravidez até o fim, contra a vontade dos contratantes, muda o peso da história. A Justiça do Texas ainda não se pronunciou sobre o novo pedido.

Literalmente, o contrato previa uma coisa e a realidade entregou outra completamente diferente, e agora tem uma criança em estado crítico no centro de tudo isso.

O que torna o caso ainda mais perturbador é que, enquanto as partes disputam quem tem direito legal sobre Gabriel, o menino está se recuperando de uma cirurgia de coração. A batalha na Justiça e a batalha no hospital acontecem ao mesmo tempo.

McKenna também pediu para impedir que o casal perturbe ou interfira na relação dela com a criança. A Justiça do Texas vai ter que decidir se quem carregou vale mais que quem pagou.