A Netflix falou. Mas falou pouco. Na quarta-feira 26, durante o Festival de Televisão de Edimburgo, a chefe de conteúdo roteirizado da plataforma no Reino Unido, Manda Levin, foi questionada sobre os rumores de que Meghan Markle entraria para o elenco de “Magnatas do Crime”. A resposta foi curta e calculada: “Tudo pode acontecer.”
Isso é o que, em linguagem de Hollywood, significa “não negamos nada”.
Os rumores apontam que a duquesa de Sussex apareceria na terceira temporada da série britânica, dirigida por Guy Ritchie e estrelada por Theo James, em um papel ainda não definido. Segundo fontes ouvidas pelo Deadline, as negociações ainda estão em fase inicial. Faz sentido: a Netflix confirmou a renovação da série apenas na segunda-feira 24, dois dias antes da entrevista.
O timing não é coincidência. Meghan e Harry acabam de deixar Montecito, na Califórnia, onde moravam há seis anos, e retornaram ao Reino Unido. A duquesa parou de atuar quando anunciou o noivado com Harry e, desde então, ficou longe das telas de ficção. “Magnatas do Crime” seria a volta.
Vou falar uma coisa: uma duquesa aparecendo em série de crime britânica, dirigida pelo cara que fez “Snatch”, é um casting que escreve a própria manchete.
A segunda temporada da produção ainda não chegou, com estreia prevista para 3 de setembro. Ou seja: estamos falando de uma terceira temporada cujo elenco nem começou a ser oficialmente montado. O interesse da Netflix em Meghan, conforme o Deadline, existe e é real, mas o processo está longe de estar fechado.
O que a Netflix entregou na prática foi uma não-negativa bem embrulhada. “Tudo pode acontecer” é exatamente a frase que mantém o assunto circulando sem comprometer ninguém. Manda Levin saiu do Festival de Edimburgo sem confirmar nem desmentir, e o nome de Meghan ficou colado à série por mais algumas semanas.
Meghan Markle voltando à ficção é, objetivamente, o maior relançamento de carreira que a Netflix poderia anunciar. Se acontecer, claro.






