Um internauta achou que era uma boa ideia explicar a sexualidade de Chaiany Andrade pra ela mesma. Deu ruim.
A ex-BBB 26 compartilhou uma publicação sobre o Mês da Visibilidade Bissexual, em setembro, e aproveitou pra declarar: “Meu coração é grande e cabem todos os meninos e meninas que eu já amei.” Não demorou muito pra aparecer um perfil nos comentários com a seguinte análise: “Bissexualidade não existe. Você tem jeito que gosta de homens e beija mulheres pra aparecer.”
Chaiany não foi educada, não foi paciente, não foi didática. Foi direta.
“A única coisa que existe é você cometendo crime, sendo ignorante e amargurado. Vai viver e evoluir um pouco, porque eu realmente não tenho paciência pra gente ignorante e homofóbica. Cuida da sua vida e deixa a minha sexualidade em paz!”, disparou ela.
Vou falar uma coisa: tem algo muito específico no homem que acha que orientação sexual de mulher é assunto pra ele opinar. Tipo, a certeza com que esse perfil escreveu “bissexualidade não existe” é de dar inveja de qualquer pessoa que já tentou explicar qualquer coisa com convicção.
Chaiany jogou de volta sem ceremônia e ainda jogou a palavra “crime” no papo, o que tecnicamente está correto: LGBTfobia é crime no Brasil desde 2019, por decisão do STF. O comentário sobre “aparecer” é o tipo de acusação que mulheres bissexuais ouvem com uma frequência que cansa só de listar.
A goiana, que saiu do BBB 26 com muito mais visibilidade do que entrou, vem sendo bastante aberta sobre sua bissexualidade desde o programa. Parte da internet aplaudiu a resposta; a outra parte provavelmente foi xingar no anônimo.
O internauta queria questionar a sexualidade dela. Saiu com processo na cabeça.






