A engenheira DevOps Giullia Pessanha foi ao Rock in Rio deste ano ver o show de Lvcas no palco Supernova e saiu de lá com um sapato a menos. A mochila onde estava a plataforma rosa-choque abriu durante o show, os objetos caíram no chão, e o calçado sumiu. Fim de papo.
Giullia contou ao g1 que havia deixado o sapato guardado com o irmão, zíper travado com botão de segurança e tudo. A mochila abre no formato maleta, lateralmente, e foi o suficiente pra levar o sapato embora no meio da multidão do festival.
Depois do show, ela foi direto ao Achados e Perdidos do Rock in Rio. O item não constava no catálogo. Claro que não.
Então ela foi pras redes. O vídeo do apelo viralizou, e Giullia virou a pessoa mais conhecida do festival por um motivo que ela claramente não planejou: uma plataforma rosa-choque, 16,4 centímetros de altura, tamanho 37, com amortecimento no calcanhar e palmilha 3D. Usada exatamente uma vez, numa festa de aniversário.
A frase que fechou o vídeo e entrou direto nos comentários foi essa: “Eu tenho 1,57 m e, sem ele, eu só vejo a nuca de um estranho na minha frente.”
Vou falar uma coisa: isso resume o Rock in Rio melhor do que qualquer cobertura oficial.
Tem algo genuinamente absurdo nessa história. Um sapato específico demais pra ser anônimo, uma dona que deu nome, altura e especificação técnica do calçado nas redes como se estivesse abrindo um chamado no Jira, e uma plataforma rosa-choque que agora é, tecnicamente, trending topic.
Giullia ainda não teve o sapato devolvido. Quem estiver com uma plataforma rosa-choque de tamanho 37 sem dono, a engenheira está esperando o contato. O Achados e Perdidos do festival falhou. A internet é a última esperança.
O sapato usou o Rock in Rio como passarela e foi embora.






