Fuga de Flávio Bolsonaro custou US$ 150 mil, e assessor de Trump teria bancado

Fuga de Flávio Bolsonaro custou US$ 150 mil, e assessor de Trump teria bancado

O empresário argentino Luis Grande, dono da Baires Fly, abriu o jogo sobre a viagem que levou Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos na quarta-feira, 28. Em entrevista à AFP na quinta-feira, 29, ele contou que recebeu US$ 150 mil, equivalente a cerca de R$ 815 mil, transferidos por um intermediário do setor de aviação a partir de uma conta bancária nos EUA para um banco argentino.

O detalhe que está chamando atenção: o New York Times e o Wall Street Journal apontaram Jason Miller, assessor de Donald Trump, como o responsável pela contratação da aeronave. Grande confirmou que foi contratado por um broker com dupla nacionalidade argentina e norte-americana, mas disse não saber quem solicitou o serviço. “Fui contratado por um broker que conheço há dez anos, que vende voos e mora nos Estados Unidos”, afirmou o empresário à agência.

Ninguém confirmou oficialmente a participação de Miller. O próprio Grande não revelou a identidade do intermediário. Mas a combinação de conta empresarial americana, dois dos maiores jornais do mundo apontando o mesmo nome e um assessor direto de Trump no meio da história deixou a explicação “não sei de nada” bem difícil de engolir.

Tem mais: a viagem estava originalmente marcada para segunda-feira, 26, e foi adiada duas vezes antes de acontecer. Seja lá por qual motivo, alguém estava esperando a hora certa para apertar o botão.

Vou falar uma coisa: US$ 150 mil é muito dinheiro pra um voo que, segundo o senador, era só uma visita normal. A conta bancária nos EUA pagando jatinho argentino pra senador brasileiro que acabava de ter o passaporte apreendido é o tipo de roteiro que o streaming recusaria por inverossímil.

Miller não comentou publicamente. A Baires Fly fez o voo. E Flávio chegou aos EUA na manhã desta quarta-feira com a família, US$ 150 mil de alguém e várias perguntas sem resposta ainda orbitando o aeroporto.