Na sexta, 11 de julho de 2026, o Palco Mundo viu algo que nunca tinha visto: uma artista solo do k-pop. Hwasa, do Mamamoo, foi a primeira mulher a chegar nessa posição no Rock in Rio, e fez questão de não desperdiçar o momento. Entrou no palco como quem sabe exatamente o tamanho do que está acontecendo.
A abertura foi com a música que leva o próprio nome dela, seguida de “Chili”. Microfone ligado, voz real, dança de quem treinou de verdade e uma presença de palco que o brasileiro médio não estava esperando de uma idol coreana. Sensualidade no modo old-school: sem gimmick, sem coreografia defensiva. Só ela no palco fazendo o que sabe.
Esse é exatamente o perfil que a separou dentro do k-pop. Hwasa construiu carreira solo cantando sobre autoestima, sexualidade e empoderamento num gênero que historicamente cobra de suas artistas polidez acima de tudo. Ela foi na direção oposta e chegou ao Rock in Rio por esse caminho.
O inglês ficou de fora. Em vez disso, arriscou um “Nossa” e um “Te amo” em português, falou o resto em coreano com intérprete ao lado. Ninguém reclamou. Voz boa dispensa legenda.
Literalmente ninguém que acompanha k-pop no Brasil estava neutro essa semana. O fato de ela ser a primeira mulher solo do gênero no festival já seria suficiente pra gerar repercussão. Mas Hwasa entregou além do marco histórico: entregou show.
O k-pop chegou ao Rock in Rio em salto alto e sem pedir licença.






