A Justiça de São Paulo condenou, em primeira instância, o empresário Thiago Brennand por estupro e coerção contra uma ex-companheira. A sentença inclui pena de prisão e indenização à vítima. A decisão ainda cabe recurso.
Os áudios apresentados durante o processo foram o ponto central da acusação. Neles, segundo o processo, ficou registrada a coerção que Brennand exercia sobre a ex-parceira, incluindo a exigência de que ela tatuasse as iniciais dele no próprio corpo. O tipo de marca que ninguém pede voluntariamente.
O caso se arrasta há alguns anos e é um dos vários processos que pesam sobre o empresário. Brennand já havia sido preso em outubro de 2022, após um vídeo viralizar mostrando ele agredindo uma mulher numa academia em São Paulo. Desde então, outras denunciantes foram se apresentando à Justiça, e o volume de acusações foi crescendo.
Essa condenação específica tem como base o relato da ex-companheira, que descreve um padrão de controle que vai da violência sexual à marcação física permanente no corpo dela. Literalmente.
A defesa de Brennand ainda pode recorrer, então a pena não está definitivamente fixada. Mas a decisão de primeira instância já é um registro formal de que o juiz considerou as provas suficientes para condenar.
Thiago Brennand segue preso e aguarda outros julgamentos referentes às demais acusações que acumulou. A tatuagem que ele quis deixar na história foi outra.






