As últimas mensagens trocadas entre o cantor D4vd e a adolescente Celeste Rivas Hernandez foram lidas em voz alta durante a audiência preliminar do artista na segunda-feira, 28, e o que elas mostram virou o centro do caso.
Um dia antes do desaparecimento de Celeste, as duas partes trocaram ameaças pesadas. A discussão começou depois que ela descobriu que a jovem Aysia Collins havia estado na casa do cantor. “Meu Deus, eu juro por Deus que vou te matar”, escreveu Celeste, conforme a leitura feita em tribunal. A acusação também apresentou mensagens em que ela ameaçava “acabar” com a vida e a carreira dele.
Até aí, briga de adolescentes. O que chamou atenção foi o que veio depois.
Horas mais tarde, o tom mudou completamente. As conversas seguintes mostram os dois voltando a se falar de forma amigável e combinando um encontro. D4vd teria organizado um carro de aplicativo para buscar Celeste e levá-la até a residência dele em Hollywood Hills. Às 22h02 da noite, segundo os registros apresentados, ela chegou ao local. Aquele foi o endereço que a acusação aponta como cena do crime.
O detalhe que ninguém consegue ignorar: o próprio carro por aplicativo vira linha do tempo. Não tem como dizer que não sabia onde ela estava.
As informações foram divulgadas pelo TMZ a partir do depoimento lido durante a audiência. A Justiça analisou o material e, com base no que foi apresentado, determinou o prosseguimento do processo contra o artista.
Vou falar uma coisa: a parte mais pesada desse caso não é a ameaça que Celeste mandou. É a mensagem carinhosa que veio logo depois, como se nada tivesse acontecido, seguida do convite para ir até a casa dele.
De agressão verbal a “te mando um carro” em questão de horas. O processo continua.






